segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Juiz Sérgio Moro vai disfarçado em jogo do Atlético-PR contra o Fluminense

Paranaense responsável pela Lava Jato foi acompanhar o Furacão

Paraná - A torcida do Fluminense ficou irritada com a derrota da sua equipe para o Atlético-PR na Arena da Baixada. A partida contou com a presença de uma figura conhecida. O juiz federal Sérgio Moro, responsável por alguns casos de primeira instância da Lava Jato foi clicado por um torcedor, enquanto acompanhava o Furacão, neste domingo.

Sérgio Moro em jogo do Atlético-PR contra o Fluminense - Reprodução Internet

Natural de Maringá, no interior do Paraná, Moro estava utilizando um disfarce com óculos escuros e um boné vermelho. A preferência do juiz pelo Atlético-PR não era conhecida pelo público.

Além da primeira instância da Lava Jato, Sérgio Moro é responsável por julgar um representante da sua equipe. O presidente licenciado do Atlético, Mario Celso Petraglia, responde a uma ação em que é acusado de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio e que está na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, exatamente a do juiz da Lava Jato.

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STJD multa Flamengo por confusões no Maracanã durante a final da Copa do Brasil

Clube rubro-negro escapa de perder mandos de campo

Rio - O Flamengo foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com multa de R$ 40 mil pelos incidentes ocorridos dentro e fora do Maracanã no dia do primeiro jogo da final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro. A decisão foi baseada nos termos do artigo 213.

Flamengo foi punido em R$ 40 mil - Márcio Mercante / Agência O Dia

O advogado do Flamengo, Michel Assef Filhou, afirmou que o clube rubro-negro colocou seguranças particulares trabalhando na partida, já que considerou o número de policiais militares escalados pequeno.

"O Flamengo, desde que a Torcida Jovem foi banida dos estádios até 2020, encontra dificuldade para dar cumprimento à decisão judicial. O Flamengo precisa de ajuda do Estado. A gente vem tentando de todas as maneiras. O número de seguranças é maior que o de policiais. Gepe disse que seriam 320 homens, mas estiveram 102", afirmou o advogado.

Apesar do prejuízo no bolso, o Flamengo conseguiu ter uma boa notícia no tribunal, já que não perdeu nenhum mando de campo por causa dos incidentes.

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Jornalista da Globo é atingido por bala perdida na cabeça e está em coma

Alexandre Farias foi baleado por criminosos que fugiam da polícia

Caruaru - O jornalista Alexandre Farias, apresentador da TV Asa Branca, afiliada da TV Globo em Pernambuco, está em coma depois de ter sido atingido por uma bala perdida na cabeça na noite de sábado, em Caruaru.

Alexandre Farias, jornalista da TV Asa Branca, filiada da Globo em Caruaru, está em coma após ser atingido por bala perdida - Reprodução/TV Asa Branca

Farias passou por uma cirurgia neste domingo e está coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Unimed de Caruaru. O estado do jornalista é considerado estável, mas de proporção gravíssima.

Alexandre dirigia seu carro na região do Alto do Moura, onde mora, quando foi vítima de um disparo de criminosos que fugiam da polícia, por volta das 20 horas de sábado, quando saía de um supermercado e ia para casa após apresentar o telejornal ABTV 2ª Edição

Ao menos quatro homens estavam em um veículo roubado e trocavam tiros com os policiais. Durante a perseguição, os bandidos ainda atropelaram socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que resgatavam um motociclista ferido em um acidente.

O motorista e uma técnica de enfermagem que trabalhavam na ambulância sofreram fraturas leves.

Violência
O Grupo Nordeste de Comunicação, responsável pela TV Asa Branca, divulgou nota manifestando solidariedade ao jornalista e lamentando "a escalada atroz da violência em Pernambuco" da qual ele foi vítima. Conforme o comunicado, mais de 200 assassinatos foram registrados apenas em Caruaru desde o início do ano.

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Desative agora o Bluetooth do seu celular


Se você sempre deixa o Bluetooth de seu celular ligado, está na hora de mudar esse comportamento.

A empresa de pesquisa em segurança Armis descobriu uma vulnerabilidade conhecida como BlueBorne. Com ela, conseguiu se infiltrar no Samsung Galaxy Phone e no Google Pixel, além de um LG Sports Watch e no sistema de áudio de um carro, todos explorando a conexão Bluetooth.

Outros dispositivos também são vulneráveis. Especificamente, iPhones e iPads que não foram atualizados para o iOS 10, bem como uma série de outros produtos Android, Microsoft e Linux.

BlueBorne
Um ataque do BlueBorne supostamente leva apenas 10 segundos e pode dar controle do seu dispositivo habilitado para Bluetooth a um hacker, mesmo que não esteja conectado a nada quando o ataque começar.

O Google e a Microsoft estão agindo para se livrar da vulnerabilidade esta semana. Se você não atualizou seu telefone nos últimos dias, deve deixar seu Bluetooth desligado sempre que possível.

Ou melhor, essa é a melhor forma de agir sempre.

Por que você deve deixar o Bluetooth sempre desligado

Quando você liga o Bluetooth, está constantemente aguardando a conexão de outros dispositivos. Isso significa que seu dispositivo está constantemente disponível não só para se conectar com coisas boas, mas também com coisas ruins.

O BlueBorne funciona fazendo uma varredura constante em busca de dispositivos que possuem o Bluetooth. Quando encontra um que tenha vulnerabilidades relevantes, pode invadir o dispositivo excepcionalmente rápido. Uma vez conectado, o hacker pode assumir o controle do dispositivo e até mesmo roubar dados dele.

O ataque também pode se espalhar de dispositivo para dispositivo. Assim, enquanto os atacantes tecnicamente precisam estar na faixa Bluetooth do seu telefone, eles podem obter alguma distância extra quando há outros dispositivos infectados ao redor também.

Mesmo que esta vulnerabilidade específica tenha sido corrigida, é apenas uma questão de tempo antes de aparecer algo semelhante.

Ou seja…
A linha mais simples e eficaz de defesa é não deixar o recurso ligado se você não o está usando.

Deixar o Bluetooth ligado é como deixar a porta de sua casa aberta. Será mais fácil não somente para você entrar, mas para ladrões também. [LifeHacker]

por Natasha Romanzoti
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Sai Janot, entra Raquel Dodge, e Brasil passa a ter 4 mulheres no topo do Judiciário

© Adriano Machado / Reuters

Indicada pelo presidente Michel Temer para substituir Rodrigo Janot, Raquel Dodge será a primeira mulher a comandar a Procuradoria Geral da República (PGR).

Ela toma posse nesta segunda-feira (18) e tem a imagem de uma mulher firme, ambiciosa, disciplinada e discreta, de acordo com aqueles com quem convive.

A procuradora geral estará à frente de discussões importantes que movem o País, como o combate à corrupção, a revisão da lei da anistia e a violência contra à mulher.

Ainda em julho, Dodge enfrentou uma sabatina no Senado e foi aprovada para ocupar a cadeira por 74 votos favoráveis ao seu nome.

Na sabatina, Dodge prometeu continuar o combate à corrupção na Operação Lava Jato e defendeu a prisão após condenação em segunda instância. Ela admitiu a possibilidade de rever delações premiadas e criticou abusos em conduções coercitivas e prisões preventivas.

Para além da operação, a procuradora defende a revisão da Lei da Anistia - medida criticada por não ter punido agentes do Estado que cometeram crimes durante a ditadura militar. Ainda, se colocou à disposição para trabalhar junto com a Procuradoria da Mulher no enfrentamento ao feminicídio e a violência contra a mulher.

Ao ocupar o cargo, Dodge passa a fazer parte de um grupo composto por outras três mulheres que desafiam a lógica estrutural do Brasil e ocupam os mais altos cargos das principais instituições jurídicas.

São elas: Cármen Lúcia, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF); Laurita Vaz, que preside o Superior Tribunal de Justiça (STJ), e ainda Grace Mendonça, a primeira mulher no comando da Advocacia-Geral da União (AGU).

© Adriano Machado / Reuters

A desigualdade de gênero no Poder Judiciário
De acordo com dados do Poder Judiciário, as mulheres compõem cerca de 37% dos postos de trabalho e é na Justiça Federal que há a mais intensa sub-representação delas: 74% dos juízes federais são homens.

Patricia Tuma Martins Bertolin, autora do livro recém-lançado Mulheres Advogadas: Perfis Masculinos de Carreira ou Teto de Vidro, destaca queCármen Lúcia, Laurita Vaz, Grace Mendonça e Raquel Dodge são exceções.

"À medida que a carreira avança, [as mulheres] vão ficando pelo caminho por que veem que não vão chegar ao topo. A maioria das que ascenderam conseguiram fazê-lo antes de serem mães", explica em entrevista à BBC Brasil.

Os números que mapeiam a desigualdade de gênero no Judiciário são apenas alguns dos obstáculos que as mulheres do setor tem de enfrentar.

Ainda este ano, um episódio de manterrupting ou mansplaining envolvendo a ministra Carmem Lúcia ganhou repercussão dentro e fora do tribunal.

A presidente do STF aproveitou o momento para dar o recado: "Não nos deixam falar, então nós não somos interrompidas", disse após "dar uma bronca" no ministro Luiz Fux, por ter interrompido uma fala da ministra Rosa Weber.

Mulheres são interrompidas, em média, três vezes mais do que os homens.O dado é de uma pesquisa feita por Tonja Jacobi e Dylan Schweers, da Escola de Direito Northwestern Pritzker School of Law, de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, que descobriu o efeito do gênero, do posicionamento político e da idade nos debates dentro da Suprema Corte americana.

O estudo foi divulgado em março deste ano e citado por Carmem Lúcia em sua fala em sessão no STF:

"Foi feita agora uma pesquisa, já dei ciência à ministra Rosa, em todos os tribunais constitucionais onde há mulheres, o número de vezes em que as mulheres são aparteadas é 18 vezes maior do que entre os ministros... E a ministra Sotomayor [da Suprema Corte americana] me perguntou: como é lá? Lá, em geral, eu e a ministra Rosa, não nos deixam falar, então nós não somos interrompidas."

Diante de tantos desequilíbrios de tratamentos e representatividade, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) instituiu a Comissão do Acompanhamento do Trabalho da Mulher no Judiciário em março deste ano.

Para a coordenadora da comissão, a juíza federal Clara da Mota Santos Pimenta, é necessário uma pesquisa para identificar os "entraves visíveis e invisíveis que as mulheres têm encontrado para sua ascensão na magistratura e por que chegamos a esses números se temos um número de inscritas quase paritário com os homens".

por Ana Beatriz Rosa
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ONU esgotou opções para Coreia do Norte, diz embaixadora

© Reuters Embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley

A embaixadora dos Estados Unidos para a Organização das Nações Unidas (ONU), Nikki Hayley, afirmou neste domingo que as ameaças de “fogo e fúria” do presidente americano, Donald Trump, sobre a Coreia do Norte não eram palavras vazias.

Segundo ela, o Conselho de Segurança da ONU “praticamente esgotou” todas as opções diplomáticas para a Coreia do Norte. “Estou prontamente feliz em dar esta tarefa para o secretário de Defesa, James Mattis, que tem um leque de opções militares para a questão”, afirmou Hayley, ao “State of the Union”, da emissora americana CNN.

“Se os EUA esgotarem as opções diplomáticas, o Exército cuidará da questão. Queríamos ser responsáveis e tentar todas as alternativas para ganhar a atenção deles [Coreia do Norte]”, declarou.”Mas, se a Coreia do Norte continuar com esse comportamento imprudente, se os Estados Unidos tiverem que se defender ou defender seus aliados de qualquer maneira, a Coreia do Norte será destruída. E todos sabemos disso. E nenhum de nós quer isso. Nenhum de nós quer guerra”, disse.

Em entrevista para a rede americana CBA, Rex Tillerson, secretário de Estado dos Estados Unidos, mostrou que o discurso do governo está alinhado ao da ONU e afirmou que, se esforços diplomáticos contra a Coreia do Norte não funcionarem, a opção militar será a única a ter sobrado.

“Que fique claro, buscamos uma solução pacífica para a questão, mas eles [Coreia do Norte] não estão captando a mensagem”.

Segundo o secretário, as sanções contra o regime de Pyongyang têm o objetivo de levar os países a um “diálogo construtivo e produtivo”.

Força militar coreana
Em um momento em que os líderes mundiais se dirigem para a sede das Nações Unidas em Nova York para a reunião anual da Assembleia Geral nesta semana, os comentários de Haley indicam que os Estados Unidos não estão recuando da ameaça de ação militar contra a Coreia do Norte.

A Coreia do Norte lançou um míssil sobre o Japão no Oceano Pacífico na quinta-feira, desafiando as novas sanções do Conselho de Segurança da ONU, que proibiram as exportações de têxteis e limitaram as importações de petróleo bruto.

A China pediu aos EUA que se abstenham de ameaçar a Coreia do Norte. Pyongyang tem lançado dezenas de mísseis à medida que acelera um programa de armas projetado para fornecer a capacidade de atingir os Estados Unidos com um poderoso míssil nuclear.

A Coreia do Norte disse no sábado que pretende atingir um “equilíbrio” de força militar com os Estados Unidos.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)
por Rita Loiola
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General fala em possibilidade de intervenção militar e é criticado por comando das Forças

Brasília - O general do Exército da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão falou por três vezes na possibilidade de intervenção militar diante da crise enfrentada pelo País, caso a situação não seja resolvida pelas próprias instituições. A afirmação foi feita em palestra realizada na noite de sexta-feira, na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, após o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar pela segunda vez o presidente Michel Temer por participação em organização criminosa e obstrução de justiça. Janot deixou o cargo nesta segunda-feira.

A atitude do general causou desconforto em Brasília. Oficiais-generais ouvidos pelo Estado criticaram a afirmação de Mourão, considerada desnecessária neste momento de crise.



“Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, disse Mourão em palestra gravada, justificando que “desde o começo da crise o nosso comandante definiu um tripé para a atuação do Exército: legalidade, legitimidade e que o Exército não seja um fator de instabilidade”.

O general Mourão seguiu afirmando que “os Poderes terão que buscar uma solução, se não conseguirem, chegará a hora em que teremos que impor uma solução… e essa imposição não será fácil, ela trará problemas”. Por fim, acrescentou lembrando o juramento que os militares fizeram de “compromisso com a Pátria, independente de sermos aplaudidos ou não”. E encerrou: “O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos, de qualquer maneira, atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver haverá”.

© Beto Barata/ Estadão Antonio Hamilton Martins Mourão

Procurado neste domingo, Mourão explicou, no entanto, que não estava “insuflando nada” ou “pregando intervenção militar” e que a interpretação das suas palavras “é livre”. Ele afirmou que falava em seu nome, não no do Exército.

Ao Estado, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, foi enfático e disse que “não há qualquer possibilidade” de intervenção militar. “Desde 1985 não somos responsáveis por turbulência na vida nacional e assim vai prosseguir. Além disso, o emprego nosso será sempre por iniciativa de um dos Poderes”, afirmou Villas Bôas, acrescentando que a Força defende “a manutenção da democracia, a preservação da Constituição, além da proteção das instituições”.

Depois de salientar que “internamente já foi conversado e o problema está superado”, o comandante do Exército insistiu que, qualquer emprego de Forças Armadas, será por iniciativa de um dos Poderes. No sábado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, conversou com o comandante do Exército, que telefonou para o general Mourão para saber o que havia ocorrido. O general, então, explicou o contexto das declarações.

Polêmicas anteriores

Esta não é a primeira polêmica protagonizada pelo general Mourão, atual secretário de economia e finanças do Exército, cargo para o qual foi transferido, em outubro de 2015, quando perdeu o Comando Militar do Sul, por ter feito duras críticas à classe política e ao governo.

Antes, ele já havia desagradado ao Palácio do Planalto, ao ter atacado indiretamente a então presidente Dilma Rousseff ao ser questionado sobre o impeachment dela e responder que "a mera substituição da PR( presidente da República) não trará mudança significativa no 'status quo'" e que "a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção".

Neste domingo, ao ser procurado pelo Estado, o general Mourão disse que “não está insuflando nada” e que “não defendeu (a tomada de poder pelos militares), apenas respondeu a uma pergunta”. Para o general, “se ninguém se acertar, terá de haver algum tipo de intervenção, para colocar ordem na casa”. Sobre quem faria a intervenção, se ela seria militar, ele responde que “não existe fórmula de bolo” para isso. E emendou: “Não (não é intervenção militar). Isso não é uma revolução. Não é uma tomada de poder. Não existe nada disso. É simplesmente alguém que coloque as coisas em ordem, e diga: atenção, minha gente vamos nos acertar aqui e deixar as coisas de forma que o País consiga andar e não como estamos. Foi isso que disse, mas as pessoas interpretam as coisas cada uma de sua forma. Os grupos que pedem intervenção é que estão fazendo essa onda em torno desse assunto”.

Mourão estava fardado ao fazer a palestra. Ele permanece no serviço ativo no Exército até março do ano que vem, quando passará para a reserva. O general Mourão disse ao Estado que não vai se candidatar, apesar de existir página nas redes sociais sugerindo seu nome para presidente da República. “Não. Não sou político. Sou soldado”.

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por Tânia Monteiro
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Funaro pagou cerca de R$ 56,9 milhões a Cunha após início da Lava Jato

© Rodolfo Buhrer / Reuters Valores constam em planilhas apreendidas na casa da irmã do operador financeiro

O doleiro Lúcio Funaro, que no último mês firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), pagou R$ 56,9 milhões ao ex-deputado Eduardo Cunha, mesmo após o início da operação Lava Jato, em 2014.

A Polícia Federal (PF) chegou à informação por meio de planilhas referentes ao pagamento de propina a políticos, apreendidas na casa da irmã de Funaro, que é apontado como operador financeiro do PMDB na Câmara.

Os documentos foram apreendidos por ordem do juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília.

+ Crise política do Brasil frustra encontro bilateral entre Temer e Trump

Apelidado do "Bob", Cunha teria recebido R$ 1,3 milhão, quando ainda era o presidente da Câmara dos Deputados, em 2015.

Ainda conforme os documentos, a maior parte do dinheiro foi entregue em espécie, a auxiliares do ex-deputado. Entre os citados estão Altair Pinto, Claudio Fernando Barbosa e Sidney Roberto Szabo. Funaro também usava empresas e "laranjas" para fazer o repasse de propina.

"Não podemos afirmar que as mesmas correspondem ao total das entregas de dinheiro efetuadas, mas apenas as localizadas até o presente momento", diz o relatório da PF de 184 páginas datado do último dia 4.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, as provas foram anexadas à denúncia feita, na semana passada, pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o que chamou de "quadrilha do PMDB".

As planilhas registram pagamentos de Funaro para Cunha desde 2011. Daquele ano até 2015, há anotações de pagamentos de R$ 89 milhões para Cunha, incluídos cerca de R$ 7 milhões pagos a outros políticos, mas que Funaro considerou como recursos de Cunha, pois teriam ocorrido a pedido do ex-deputado.

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sábado, 16 de setembro de 2017

STF deve rejeitar pedido para ‘sustar’ nova acusação

© DIDA SAMPAIO/ESTADAO Julgamento do pedido de afastamento do procurador Rodrigo Janot da atuação nos processos que envolvem o presidente Michel Temer no STF.

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) não deve atender, em julgamento marcado para a próxima quarta-feira, ao pedido do Palácio do Planalto para suspender a nova denúncia contra o presidente Michel Temer por organização criminosa e obstrução da Justiça. Segundo o Estado apurou, a tendência do Supremo é dar aval ao ministro Edson Fachin, relator do caso na Corte, para remeter a acusação formal contra Temer à Câmara dos Deputados.

Fachin decidiu na quinta-feira, 14, “em homenagem à colegialidade e à segurança jurídica”, aguardar o julgamento da Corte, mas disse que, mesmo nesse caso, “seria cabível imediato encaminhamento da denúncia ora oferecida à Câmara dos Deputados”.

Pelo menos cinco ministros indicam que tendem a acompanhar o relator no argumento de que o Supremo não deve suspender a tramitação da nova denúncia contra Temer.

Na Corte há o receio de algum pedido de vista interromper o julgamento da próxima semana – o ministro Alexandre de Moraes teria sinalizado essa intenção na quarta-feira passada.

O pedido do presidente para suspender o caso é visto com receio por procuradores do Ministério Público Federal e criticado por integrantes da Corte, como o ministro Marco Aurélio Mello. “Apresentada a denúncia, cumpre ao relator encaminhá-la à Câmara. Os tempos são estranhos, mas eu não consigo perceber o agasalho jurídico-constitucional dessa posição, manietando (imobilizando, obstruindo) quem não pode ser manietado, porque atua em defesa da sociedade”, disse.

A segunda acusação formal foi apresentada após o Supremo rejeitar o afastamento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, das investigações contra Temer no caso J&F. Após a decisão, Janot, que deixa o cargo neste fim de semana, apresentou na quinta-feira a nova denúncia contra Temer – a primeira, por corrupção passiva, teve o prosseguimento suspenso pela Câmara em agosto.

Segundo o procurador-geral da República, no que diz respeito ao crime de organização criminosa, Temer “dava a necessária estabilidade e segurança ao aparato criminoso, figurando ao mesmo tempo como cúpula e alicerce da organização”.

Janot também denunciou os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) por organização criminosa, mas o Palácio do Planalto avisou que não vai afastá-los porque a acusação da Procuradoria tem como base o que foi classificado de “delações fraudadas”. Em fevereiro, Temer havia dito que afastaria ministros denunciados na Operação Lava Jato.

O procurador também informou na quinta-feira que rescindiu o acordo de colaboração premiada de Joesley Batista e Ricardo Saud, respectivamente dono e ex-executivo do Grupo J&F. A rescisão do acordo em virtude de omissão de fatos ainda precisa ser homologada por Fachin. A defesa de Temer quer que o Supremo não envie a denúncia à Câmara até que sejam esclarecidos os indícios de irregularidade envolvendo as delações.

Jurisprudência. Para integrantes da Corte, nessa primeira etapa, o STF apenas deve encaminhar a peça para a Câmara e só se pronunciar posteriormente, caso os deputados autorizem o seu processamento. Dessa forma, não caberia neste momento a discussão da validade de provas antes mesmo da análise do caso pela Câmara.

Em conversa com colegas, um ministro mencionou que quando Fachin recebeu a primeira acusação formal contra Temer, em junho, apenas “chutou para frente”, encaminhando o caso para a Câmara sem analisar o mérito.

Fachin fez uma ampla pesquisa na jurisprudência do Supremo para embasar o seu voto, já distribuído aos integrantes da Corte. Há precedente em habeas corpus de 2015, de relatoria de Dias Toffoli, que indica que a delação não pode ser impugnada por delatados. Por esse entendimento, não caberia manifestação da defesa de Temer sobre o acordo de colaboração firmado com a J&F.

No mesmo habeas corpus de Toffoli, usado em decisões pelo antigo relator da Operação Lava Jato, Teori Zavascki, há indicação de que a “desconstituição” do acordo tem eficácia restrita às partes e não beneficia ou prejudica terceiros.

por Rafael Moraes Moura, Beatriz Bulla e Breno Pires
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Janot diz que não foi chamado para posse

© REUTERS/Adriano Machado Raquel Dodge afirmou que convite foi por email

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não irá à cerimônia de posse de sua sucessora, Raquel Dodge, marcada para as 8h de segunda-feira (18). Sua assessoria informou que ele não foi convidado.

A solenidade será realizada na sede da PGR (Procuradoria-Geral da República) e terá a participação do presidente Michel Temer, responsável pela nomeação da nova chefe do Ministério Público Federal.

Procurada, a assessoria de Dodge disse que o cerimonial da PGR enviou convites eletronicamente para Janot e todos os sub-procuradores-gerais. Não haveria como saber, porém, se ele viu o e-mail.

Em setembro de 2013, quando Janot tomou posse, seu antecessor, Roberto Gurgel, compareceu à cerimônia.

Na última semana, Dodge visitou ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) para entregar a eles convites impressos. (Folhapress)

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