quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ex-presidente da Caixa diz que Cunha o pressionou para conseguir financiamentos

O parlamentar ameaçou convocar o ex-chefe do banco, Jorge Hereda para CPI da Petrobras caso projetos de seu interesse não fossem financiados

Brasília - O ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Hereda disse nesta quarta-feira, em depoimento à Justiça Federal, ter sido pressionado pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por não acelerar investimentos do banco em determinadas empresas.

Hereda afirmou que, em reunião com Cunha na Câmara, em 2014, o então deputado avisou que o convocaria a depor na CPI da Petrobras se projetos de seu interesse não recebessem financiamento com celeridade, antes dos referentes à estatal.


Jorge Hereda, ex-presidente da Caixa - Reprodução Internet

"O senhor Eduardo Cunha reclamava do andamento dos projetos. Mas que a gente andava muito rápido com a Petrobras. E disse que, se a gente aprovasse os da Petrobras antes dos outros, ele iria me convocar para a CPI da Petrobras. Eu disse que não era presidente da Petrobras, era presidente da Caixa", declarou.

Hereda depôs como testemunha em ação penal que apura suposto esquema de cobrança de propina de empresas, em troca da liberação de aportes do banco. Cunha e o também ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ambos atualmente presos, estão entre os réus. Hereda não especificou em nome de quais empresas Cunha teria falado. Contou que o convite para a reunião partiu de Alves, que também estava presente à reunião.

A convocação, segundo Hereda, não ocorreu, mas foram feitos requerimentos. "Não fui, mas se o senhor procurar lá pode ser que o senhor encontre os pedidos de convocação". O depoimento foi feito por videoconferência à 10ª Vara em Brasília, na qual tramita a ação.

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Lula não aceita interrogatório por videoconferência solicitado por Moro

A audiência acontece no âmbito da Operação Lava Jato e se refere ao segundo processo que o petista é réu

São Paulo - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta quarta-feira, por meio de petição, ao juiz federal Sérgio Moro, que não concorda com a realização de interrogatório por videoconferência, no segundo processo a que o petista responde no âmbito da Operação Lava Jato.

Na semana passada, ao marcar o depoimento de Lula para o dia 13 de setembro, Moro pediu à defesa do ex-presidente que se manifestasse sobre a possibilidade de realizar a audiência à distância. Segundo o juiz, o interrogatório realizado em Curitiba no mês de maio "acabou envolvendo gastos necessários, mas indesejáveis, de recursos públicos com medidas de segurança".

Lula e Moro cara a cara . Imagem da audiência divulgada mostra procuradores da Lava Jato ao lado do juiz - Reprodução

Os argumentos da defesa para que a audiência seja presencial citam o artigo 185 do Código de Processo Penal que, segundo os advogados de Lula, "determina que o acusado comparecerá perante a autoridade judiciária para exercer o seu direito de autodefesa".

A petição protocolada hoje também cita uma jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). "A percepção nascida da presença física não se compara à virtual, dada a maior possibilidade de participação e o fato de aquela ser, ao menos potencialmente, muito mais ampla", diz a decisão do Supremo no Habeas Corpus 88.914/SP.

Os advogados de Lula também argumentou que a alegação de reduzir gastos não é juridicamente válida para alterar a regra do interrogatório presencial.

"O acusado já prestou diversos depoimentos - em São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP), Brasília (DF) e Curitiba (PR) - e apenas aquele prestado na Ação Penal nº 5046512-94.2016.4.04.7000 envolveu, por determinação deste Juízo, excepcional aparato de segurança", disse a defesa do ex-presidente.

Na mesma petição os advogados de Lula informaram a Moro que pretendem gravar o interrogatório do dia 13 de setembro de forma independente.

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Temer assina medida provisória que cria PDV para servidores federais


A expectativa é que a medida gere economia de cerca de R$ 1 bilhão ao ano, segundo o Planalto

Brasília - O presidente Michel Temer assinou, nesta quarta-feira, a medida provisória (MP) que cria o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) no âmbito do Poder Executivo Federal. O objetivo do governo com a MP é reduzir gastos públicos com a folha de pagamento dos servidores públicos federais. A expectativa é que a medida gere economia de cerca de R$ 1 bilhão ao ano.

No caso do desligamento voluntário, o governo propõe oferecer uma indenização correspondente a 125% da remuneração do servidor, na data de desligamento, multiplicada pelo número de anos de efetivo exercício. A forma de pagamento dessa indenização será definida pelo Ministério do Planejamento e poderá ser feita de uma só vez ou em parcelas.

Redução de jornada de trabalho
O programa também prevê a possibilidade de redução de jornada de trabalho de 8 horas diárias e 40 semanais para 6 ou 4 horas diárias e 30 ou 20 horas semanais, respectivamente, com remuneração proporcional, calculada sobre o total da remuneração.

Como incentivo à redução da jornada, o governo oferece o pagamento adicional correspondente a meia hora diária. O servidor que trabalhar em horário reduzido poderá, no período em que não estiver a serviço da administração pública, exercer outra atividade, pública ou privada, desde que não haja conflito de interesses entre as duas atividades.

Licença sem remuneração
Outra possibilidade aberta pelo governo é a licença incentivada sem remuneração. Nesse caso, o servidor tira uma licença não remunerada de três anos, prorrogáveis, por igual período e recebe um valor correspondente a três vezes seu salário. A prorrogação da licença poderá ser a pedido do servidor ou por interesse do serviço público.

A expectativa do governo é pelo desligamento voluntário de 5 mil servidores da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. “Vamos ver se é viável, se haverá essa adesão”, disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na última segunda-feira. “É um processo em que o funcionário aceita ou pede exoneração dentro de uma estrutura combinada em relação à saída dele.”

Com informações da Agência Brasil
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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Agente da PRF fica famosa pela beleza divulgada em jornal britânico

Policial ganhou destaque nas redes sociais

Rio - A curitibana Mari Ag, de 30 anos, que é agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), lotada no Rio de Janeiro, ganhou destaque nas redes sociais após postar fotos de biquíni em belas praias. A repercussão foi tanta que ela virou notícia no jornal britânico ‘Daily Mail’ em maio.

Curitibana, Mari Ag é lotada no Rio e adora se bronzear nas folgas - Divulgação

A versão digital do jornal britânico exaltou as curvas da policial, que gosta de aventura e do contato com a natureza. O número de seguidores da musa subiu de 13 mil para mais de 70 mil.

A publicação britânica realçou os riscos que profissionais como Mari costumam passar durante o trabalho, “em um dos países mais perigosos do mundo, com 60 mil assassinatos por ano”, disse o jornal.

Mari, que é da região Sul do país, falou ao DIA sobre seu trabalho e sobre a cidade: “Corro o risco que qualquer policial que trabalha nas ruas das áreas de risco do RJ corre. Trabalho na rua. Fazendo ronda. Combatendo crime, atendendo acidente, fiscalizando, garantindo a segurança das rodovias federais dentre outras atribuições”, explicou.

Ela conta que nunca pensou em deixar a PRF. “Sou professora para concursos públicos e tenho um canal no Youtube onde inspiro homens e mulheres que querem passar para a Polícia”, diz. Ela conta que sofre preconceito.

Mari Ag - Reprodução Instragram

“Eu luto pelo empoderamento feminino para que as mulheres possam ser o que queiram”, dá seu recado.

Longe da criminalidade, Mari reforça o bronzeado nas praias e recebe enxurradas de elogios na internet. Ela contou que seu trabalho é tão perigoso, que dias atrás, dois de seus colegas oficiais foram baleados enquanto estavam em patrulha. A assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal informou que a corporação não vai falar sobre o assunto.

No ano passado, o agente da Polícia Federal Lucas Valença, de 30 anos, ganhou até o apelido de ‘hipster da Federal’. O rapaz, que também atuava ativamente nas redes sociais, ficou conhecido por sua beleza depois de escoltar o ex-deputado federal Eduardo Cunha durante um depoimento da Operação Lava Jato.

Valença ficou famoso, mas decidiu “dar um tempo” em redes sociais após a instauração de um processo administrativo disciplinar para a apurar conduta de exposição, o que a PF informou “ser incompatível” com a finalidade e porte da instituição.


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TJ nega aumento da tarifa de ônibus

Em audiência nesta terça-feira, os desembargadores da 17ª Câmara Cível, aceitaram o recurso da Prefeitura

Rio - O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou o aumento da tarifa de ônibus, que atualmente custa R$ 3,80. Em audiência nesta terça-feira, os desembargadores da 17ª Câmara Cível, por unanimidade, aceitaram o recurso da Prefeitura, negando pedido dos consórcios que prestam serviço de transporte coletivo de passageiros na cidade.

De acordo com o Desembargador Edson Aguiar de Vasconcelos, da 17ª Câmara Cível, a concessão do reajuste causaria prejuízos irreversíveis aos usuários de ônibus, sem que fosse apresentado um cálculo tecnicamente fundamentado que justifique o aumento.

TJ nega aumento para tarifas de ônibus - Alexandre Brum / Agência O Dia

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terça-feira, 25 de julho de 2017

MPF recorre de sentença de Moro e pede condenação de Adriana Ancelmo na Lava Jato

Adriana Ancelmo, ex-primeira dama esposa do ex-governador Sérgio Cabral, compareceu para depoimento acompanhada de seus advogados, na Justiça Federal, no Centro do Rio, nesta quarta-feira (Foto: PAULO CARNEIRO/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO)

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com recurso na segunda-feira (24) contra a sentença do juiz Sérgio Moro que absolveu a mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, em um processo da Operação Lava Jato. O recurso deve ser encaminahdo para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

Adriana Ancelmo foi absolvida dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação que apurou o pagamento de vantagem indevida a Sérgio Cabral, Andriana Ancelmo e mais três pessoas a partir do contrato da Petrobras com o Consórcio Terraplanagem Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão.
Segundo Moro, não havia prova suficiente de autoria ou participação de Adriana Ancelmo nas irregularidades. Os procuradores questionam esta avaliação. Eles pedem a condenação de Adriana Ancelmo por 47 crimes de lavagem de dinheiro e por ter recebido parte da propina paga, de acordo com a acusação, pelas empreiteiras.

"Data venia, este entendimento não merece prosperar. Como indicado na inicial e comprovado durante a instrução processual, é certo que Adriana Ancelmo recebeu em nome de Sérgio Cabral parte dos valores pagos pela Andrade Gutierrez a título de propina, com total ciência da origem espúria do dinheiro", argumenta a força-tarefa.

Demais condenados
O MPF também recorreu contra a dosimetria – a pena – aplicada pelo juiz Sérgio Moro contra Sérgio Cabral, Wilson Carvalho, que foi secretário do Governo do Rio de Janeiro, e Carlos Miranda, sócio do ex-governador.
Neste processo, o ex-governador foi condenado a mais de 12 anos de prisão também pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Sérgio Cabral está preso no Rio de Janeiro.
Pelos mesmos crimes, Wilson Carvalho foi condenado a 10 anos e 8 meses, e Carlos Miranda a 12 anos de reclusão.

Para a força-tarefa, as penas devem ser maiores.
“O sujeito que se vale de relevante posição social e/ou profissional para cometer delitos, com motivações torpes e egoísticas, deve ter sua conduta social valorada negativamente. Deve-sepreservar o valor social do trabalho, reafirmando a noção de que o sucesso profissional é possível por meios lícitos. Considerar a conduta social dos apelados como neutra é cristalizar na sociedade a sensação de que o êxito empresarial depende da abdicação da ética”.

Dinheiro bloqueado
A conta da Justiça Federal do Rio de Janeiro recebeu R$ 10 milhões apreendidos pela Justiça Federal do Paraná nas contas da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo. A decisão do juiz Sérgio Moro aconteceu apesar da absolvição de Adriana Ancelmo.
No Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo ainda responde a processos por integrar, segundo o Ministério Público Federal, o esquema de corrupção comandado pelo marido, o ex-governador Sérgio Cabral. Atualmente, Adriana Ancelmo está em prisão domiciliar.

Por Bibiana Dionísio e Fernando Castro, G1 e RPC, Curitiba
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PF diz que pais e homem de 80 anos estão entre os presos suspeitos de cometer pedofilia

Dois funcionários públicos que usavam computadores do órgão pra compartilhar pornografia infantil também estão entre os presos, segundo a PF.

O delegado da Polícia Federal (PF) Flávio Augusto Palma Setti disse que entre os presos da Operação Glasnost, deflagrada nesta terça (25) em 14 estados brasileiros, estão pais que abusavam das próprias filhas, um homem de 80 anos, e dois funcionários públicos que compartilhavam pornografia infantil através dos computadores do próprio órgão.
Pelo menos 15 vítimas já foram identificadas, ainda segundo a PF. "Um dos casos que nos chamou a atenção foi em Praia Grande, em São Paulo, de uma menina que sofreu abusos do pai entre os dois e oito anos de idade", contou o delegado.
Os abusos, conforme a PF, ocorriam na casa da avó da menina, sem o conhecimento de mais ninguém. "Os abusos só pararam porque ele ficou com medo que a filha contasse para as amigas".
Até as 12h30, 30 pessoas tinham sido presas, sendo 27 em flagrante e três preventivas. Professores, médicos, estudantes, um porteiro, entre outros, também estão entre os presos.
Ainda conforme o delegado Setti, as investigações começaram com a prisão de um estudante de medicina, em 2010. "Ele citou um site russo que era utilizado como uma espécie de “ponto de encontro” de pedófilos do mundo todo", disse.
Depois disso, foi deflagrada a primeira fase, em 2013, e agora a segunda etapa. "Antes dessa última fase, nós identificamos algumas questões urgentes de casos de abuso em que as devidas providências foram tomadas", detalhou o delegado.
Os investigados produziam e armazenavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até mesmo de bebês com poucos meses de vida, muitos deles sendo abusados sexualmente por adultos, e as enviavam para contatos no Brasil e no exterior.
A PF disse ainda que as investigações resultaram na identificação de centenas de usuários, brasileiros e estrangeiros, que compartilhavam pornografia infantil na internet, bem como de diversos abusadores sexuais e produtores de pornografia infantil, tendo sido identificadas, ainda, diversas crianças vítimas de abuso.

"Também foram identificados criminosos de várias partes do mundo como americanos e russos, por exemplo. Essas informações foram remetidas para os devidos países para investigação", acrescentou Setti.
O delegado disse que não tem como definir um perfil dos criminosos, só disse que entre os presos estão pessoas entre 18 e 80 anos. Alguns delas já tinham passagem pela polícia por fatos relacionados à pedofilia.
Os crimes investigados nesta operação são compartilhamento de pornografia infantil, posse de pornografia infantil, abuso de vulnerável e produção de pornografia infantil.
Considerando as duas fases da operação, esta é uma das maiores operações já realizadas pela Polícia Federal de combate à pedofilia. Na primeira etapa, 30 pessoas foram presas.
Mandados judiciais
Foram expedidos três mandados de prisão preventiva, 71 de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. As ordens judiciais estão sendo cumpridas em 51 cidades de 14 estados brasileiros.
Em Maringá, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, que resultaram em três prisões em flagrante. Um dos alvos foi pego em flagrante com o computador ligado compartilhando pornografia na internet.
Na capital, um mandado de busca também resultou em flagrante.
O nome da operação
O nome da operação é uma referência ao termo russo que significa transparência. "A palavra foi escolhida porque a maior parte dos investigados utilizava servidores russos para a divulgação de imagens de menores na internet e para realizar contatos com outros pedófilos ao redor do mundo", explicou a PF. Ao todo, 350 policiais participam da ação.

Por Adriana Justi, G1 PR, Curitiba
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Juiz do DF manda suspender decreto que aumentou tributos sobre combustíveis

Aumento foi anunciado pelo governo na semana passada e atingiu gasolina, etanol e diesel. AGU diz que vai recorrer da decisão.

O juiz substituto Renato Borelli, da 20ª Vara Federal de Brasília, determinou nesta terça-feira (25) a suspensão imediata do decreto publicado na semana passada pelo governo e que elevou a alíquota de PIS/Cofins que incide sobre a gasolina, o diesel e o etanol.
Procurada, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que vai recorrer da decisão assim que for notificada.
A decisão liminar (provisória) vale para todo o país e atendeu a pedido feito em uma ação popular, movida pelo advogado Carlos Alexandre Klomfahs.
Apesar de determinar a suspensão imediata do decreto, tecnicamente a decisão só vale quando o governo for notificado. A decisão também determina o retorno dos preços dos combustíveis.
O aumento começou a valer na sexta (21). Segundo o governo, a tributação sobre a gasolina subiu R$ 0,41 por litro e mais que dobrou: passou a custar aos motoristas R$ 0,89 para cada litro de gasolina, se levada em consideração também a incidência da Cide, que é de R$ 0,10 por litro.
A tribuntação sobre o diesel subiu em R$ 0,21 e ficou em R$ 0,46 por litro do combustível. Já a tributação sobre o etanol subiu R$ 0,20 por litro.




(Foto: Ministério da Fazenda ) (Foto: Ministério da Fazenda )

Borelli aponta que a decisão do governo de elevar a tributação sobre os combustíveis via decreto é inconstitucional. De acordo com o juiz federal, "o instrumento legislativo adequado à criação e à majoração do tributo é, sem exceção, a Lei, não se prestando a tais objetivos outras espécies legislativas."

Ele aponta que a medida do governo prejudica o consumidor e não respeitou o princípio segundo o qual nenhum tributo será cobrado antes de noventa dias da publicação da lei que o instituiu ou aumentou.
"Não pode o Governo Federal, portanto, sob a justificativa da arrecadação, violar a Constituição Federal, isto é, violar os princípios constitucionais, que são os instrumentos dos Direitos Humanos", afirma Borelli na decisão.
Contas públicas no vermelho
Com o aumento da tributação sobre os combustíveis, o governo espera uma receita adicional de R$ 10,4 bilhões no restante de 2017. O objetivo da medida foi elevar a arrecadação federal, que neste ano tem ficado abaixo da esperada.
Por conta da baixa arrecadação, o governo enfrenta dificuldades para cumprir a meta fiscal deste ano, que é de déficit (despesas maiores que receitas) de R$ 139 bilhões.
Junto com o aumento na tributação dos combustíveis, o governo anunciou o bloqueio de R$ 5,9 bilhões do orçamento de 2017.
De acordo com a Receita Federal, no primeiro semestre a arrecadação cresceu 0,77%. O resultado positivo, porém, se deu pelo aumento das receitas do governo com royalties pagos por empresas que exploram petróleo no país - a receita com impostos e contribuições caiu 0,20% no período.

Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília
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WhatsApp: app agora permite fixar grupos e contatos no topo da lista de conversas

© Photo via Visualhunt WhatsApp: app agora permite fixar grupos e contatos no topo da lista de conversas

O WhatsApp recebeu uma nova função: agora, é possível fixar contatos e grupos no topo da lista de Conversas. O recurso permite, somente, que três delas sejam fixadas – mas já ajuda quem entra em contato com frequência com pessoas ou coletivos específicos.

Para fixar (ou pinnar) as conversas no topo da tela, o procedimento simples – tanto no Android como no iPhone. No sistema do robozinho verde, basta apertar a conversa e segurar. Aparecerá um símbolo de alfinete na parte de cima do aplicativo. Aí, deve-se clicar sobre ele.

No iOS, depois de escolher a conversa que deseja fixar, deve-se arrastá-la para a direita. Aparecerá a opção Fixar. Veja abaixo o passo a passo em ambos os sistemas.

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Janot diz que tem 'melhores expectativas' quanto ao trabalho de Raquel Dodge

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, parabenizou na manhã desta terça-feira, 25, a sucessora Raquel Dodge, na abertura da reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal, em Brasília. Órgão máximo de deliberação do MPF, o conselho discute hoje a proposta orçamentária do ano que vem, que já provocou atritos entre eles. "Gostaria de parabenizar a colega Raquel Dodge pela indicação ao cargo de procuradora-geral da República. Será a primeira mulher a comandar o Ministério Público. Temos as melhores expectativas, conhecemos o trabalho e desejamos todo sucesso para o mandato", afirmou Janot, na abertura da sessão. Raquel assume o cargo no dia 18 de setembro.

"Quero reafirmar que a Procuradoria Geral da República se põe à disposição da nova administração para a transição mais clara, objetiva e que permita a continuidade dos trabalhos do Ministério Público Federal", completou o atual procurador-geral da República. No início da sessão, foi aprovada a prorrogação do trabalho de cinco procuradores da força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro por um período de seis meses.

© Dida Sampaio/Estadão O procurador-geral da República, Rodrigo Janot

A nova procuradora-geral da República questionou semanas atrás Janot sobre a verba destinada à Lava Jato em Curitiba. Segundo Raquel, a força-tarefa solicitou R$ 1,65 milhão, mas a proposta orçamentária foi de R$ 522,6 mil. A PGR negou que tenha havido redução.

"Qual a razão dessa redução para a FT Lava Jato? Qual o valor programado para a força-tarefa em 2017?", questionou a futura procuradora-geral da República em ofício encaminhado a Janot. Raquel fez uma lista de 40 perguntas sobre a proposta orçamentária para 2018. Na terça-feira passada, a PGR divulgou nota em que afirmou não ter havido "qualquer redução" nos valores destinados à atuação da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

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